porque a noite
porque a silhueta na calçada oposta
porque vejo por entre os carros
a sombra se afastando não me pertence
a seus pés tudo que impedi a língua que criamos de dizer
quem matou eliseu
sons abafados no labirinto atroz
as ruas estreitas se contraem em mim
palpitam
tremulam a cada caminhão de lixo
cada voz que é presença
na praça deserta casas insones
nos bancos recostados quem como eu
nem com cigarros consegue passar
por tudo isso
de novo.
Um filme – Valor Sentimental, Joachim Trier. Um livro – Te Dou Minha
Palavra, Noemi Jaffe (Companhia das letras, 208 págs.). Uma conversa – Ann
Comaromi so...

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