porque a noite
porque a silhueta na calçada oposta
porque vejo por entre os carros
a sombra se afastando não me pertence
a seus pés tudo que impedi a língua que criamos de dizer
quem matou eliseu
sons abafados no labirinto atroz
as ruas estreitas se contraem em mim
palpitam
tremulam a cada caminhão de lixo
cada voz que é presença
na praça deserta casas insones
nos bancos recostados quem como eu
nem com cigarros consegue passar
por tudo isso
de novo.
Uma exposição – Ismael Nery, Pinacoteca. Outra – Tatiana Blass, Tomie
Ohtake. Uma entrevista – Silvester Stalone no The Daily. Uma conversa em
duas partes ...

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