sentada nos banquinhos
que alguém deve ter cobrado taxa extra
para posicionar debaixo do prédio
ali sob as árvores
, que ninguém usa
de onde é possível flagrar o porteiro
dormindo em sua guarita
e classes-média de relance às janelas debruçados
banquinhos brancos
que assistiram passar cachorros,
donos de cachorros e caminhantes;
todos perturbados por folhas crepitando ao
ser pisadas
uma bicicleta eventualmente atravessa os olhos
é neles (pintura semi-nova,
pio de pássaros) e a partir de dormir neles
olhando no alto o enroscar das nuvens
que ela pensa
– Meu novo livro, Verão na Névoa, misto de ensaio e memória, sai no fim de
abril pela Companhia das Letras e já está em pré-venda. O lançamento em São
Paul...

Um comentário:
Ahh se os banquinhos falassem!
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