se os olhos de conta
de um pássaro de vidro atravessarem minha pele,
esbarrarem nos meus
ossos e pousarem entre meus dedos
da mão direita sem estar contagiados pelo tremor,
cronometrarei a pedido deles a frequência cardíaca
dos espasmos tossidos por acomodações de terra
dentro do meu peito
transparentes introspectivos
tufões intrusivos não convidados,
são a pedra rosetta de
hieróglifos privados
– Meu novo livro, Verão na Névoa, misto de ensaio e memória, sai no fim de
abril pela Companhia das Letras e já está em pré-venda. O lançamento em São
Paul...

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