pássaros não têm peso
ninguém é poleiro de pardal viva
(pululando a três metros
fugidio, nunca tangível)
presença fantasmática
nem encosta num morto no chão
(patinhas para cima
bico tornado oblíquo pelo
pescoço truncado)
a textura da pena imagina-se
emprestamos corpo ao que é
intuída sombra e frágil luz
não é porque pássaros não têm peso
que alçam vôo
Uma exposição em Buenos Aires – Olga de Amaral, Malba. Outra – Argentina x
Espanha, Bellas Artes. Uma em SP – Pedro Paulo Leal, Pinacoteca. Uma
montagem – ...

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