Um pássaro entra pela fresta no teto
E pousa na luminária
Azul com laivos negros paira
Imóvel em seu trajeto
Onde terá o ninho?
Saberá daqueles cuja marcha:
Percurso abjeto,
que,
Por ignorar, o comparam?
A quem os rege e exara
Cuco, pássaro-objeto
Gaiolas por asas
Engrenagens decerto
Com seu arrulho discreto,
Dois ponteiros por patas
Adeja pontual, corriqueiro e correto
Pássaro-máquina separa
Encarcerado, prende a grilhões
Uma exposição – Ismael Nery, Pinacoteca. Outra – Tatiana Blass, Tomie
Ohtake. Uma entrevista – Silvester Stalone no The Daily. Uma conversa em
duas partes ...

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