Somos duas paredes brancas
Cuja sincronia&espontaneidade
Impede a procura de caminhos
Há trilhos invisíveis que nos impelem
Aonde queremos ir sem
avaliar a proximidade ou
A lonjura da colisão
Combinamos num sussurro
Sem saber
Descarrilar e tomar o mesmo rumo
Ou quebrar um farol e
Parar de escrever
Mentira, ferrovia não é
Camisa-de-força
Faz o que se quer
Feito
Mas ao mesmo tempo e
Olhando nos olhos para não perder o ritmo
– Meu novo livro, Verão na Névoa, misto de ensaio e memória, sai no fim de
abril pela Companhia das Letras e já está em pré-venda. O lançamento em São
Paul...

Um comentário:
Que lindo. Inesperado ficar lírico e bonito comparar paredes e falar de trens ao falar de pessoas (certo?). E a última estrofe me impressionou pela síntese disfarçada de antítese, definindo o indefinível, a coisa mais bonita do livre-arbítrio humano na minha opinião, sério, lindo.
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