A lira desafinou
o compasso desandou e não sou senão poeta
prédios tão altos
e noites tão escuras
firo tatuo o papel com o que não importa
jogo a bituca em qualquer lugar
minha respiração se deixa entrecortar
por ruídos de pneus
e sinais de fumaça
jogo a garrafa em qualquer lugar
perdi o último ônibus
se há uma orquestra destartalada por tŕas
e um infinito abusado pela frente
por que escrever?
Meu novo livro, Verão na Névoa, meu primeiro de não-ficção, acaba de sair
pela Companhia das Letras e está à venda em todas as livrarias e sites.
Sinopse: ...

Um comentário:
"jogo a bituca em qualquer lugar". Fumante é tudo folgado.
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