em cada nascer do sol que perdi
resumido neste
a promessa, um sorriso antigo de volta
em cada pôr
do sol
um céu que vai
a luz que falta
para completar meu corpo
caminhos que trombam não deixam marcas
seu olhar que afasta lentamente é uma trilha de gaivotas extraviadas
demole quem sou
fratura o que quero
pulveriza as mariposas ao redor da luminária
da noite passada em claro
em vão
que vão, perguntas sem respostas
trovejam versos que respingam
confundo com lágrimas com risadas
violão perde as cordas vocais
cinzeiro transborda
inunda
saio logo de manhã
ver o mundo-berro-de-recém-nascido
sem saber o que você me depara
Uma entrevista – Hannah Arendt (aqui). Uma exposição – Ayrson Heráclito,
Simões de Assis. Um disco de 1973 – Sextant, Herbie Hancock. Um filme
curioso – No...

Um comentário:
cada nascer e pô-do-sol é uma vida inteira.
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