Hasteio sem prestar atenção
Certos monumentos em ruínas
Que brotam de minha pele
Enquanto os restos de calcário e
Argamassa me soterram
Sob uma sinfonia de crash-test dummies on parade
Minhas pálpebras não fecham
Porque a retina branca lacrimosa as impede
E sou obrigado a contemplar
Cada queda e subida do camaleão
Mais abjeto, estilhaços as ferem
Porque indefesas
Para controlar meu tremor devo
Saber de onde vem o que me
Alveja
Devo também saber o que é
E do que é feito
O que nem sempre é a mesma coisa
– Meu novo livro, Verão na Névoa, misto de ensaio e memória, sai no fim de
abril pela Companhia das Letras e já está em pré-venda. O lançamento em São
Paul...

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