Trouxe um presente da rua
Flores, sentimental demais
Ursinho de pelúcia, pior ainda
Livro, clichê demais
Bonbons, formiga demais
-até porque existe aquele armário infindável-
Me acometeu uma dúvida
Sobre objetivos:
Não soube identificar quais eram e ainda assim
Comprei, melhor roubei
Arranquei sem piedade de uma parede contígua
Ao compartimento que não controlo
Sim e não espero que gostes
Só veja que, por motivos que prefiro não aventar,
Lembrei não da fobia
Mas da dona desta
Seu presente estava lá
Plástico grudado em teias de mentira
Quero-o aceito sem mais
Antes de saberes o que é
Meu novo livro, Verão na Névoa, meu primeiro de não-ficção, acaba de sair
pela Companhia das Letras e está à venda em todas as livrarias e sites.
Sinopse: ...

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