lá depois do campo aberto
o corpo vê um barco acenar a distância
por entre cimentos abissais e construções
um raio-x atravessa o ar
e atraca à beira do lago
ondulante vento
ondulante água
ondulante corpo
sob o sol vigilante
a trêmula miragem
que a memória é
achou ver o barco
uma sombra sugeriu o barco
tão liqüefeito quanto o lago
e o corpo acreditou
Um artigo – Rachel Aviv sobre Oliver Sacks (aqui). Um disco – Michelangelo
Dying, Cate Le Bon. Um filme ok – Smashing Machine, Bennie Safdie. Uma
exposição...

2 comentários:
Viu o que bem quis, e ficou feliz.
mireeveja: gostei desse bem.
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