quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Esqueci minha senha

Jaz subliminar uma memória
Que não evoco porque quero
Falho em mentalizá-la concreta,
Mas a sei no meu subconsciente
Pois sua silhueta se insinua em
Tudo o que faço

Há uma metáfora que perdura
E não traduzo aqui
Não sei se um sorriso, um olhar
Uma frase, um gesto
Rege-a príncipio de incerteza
Que tampouco confirmo existir.

Contrariando expectativas
Confirmando hesitações e temores
Opera-se um afastamento gradual:
Indesejado, trará alívio
Falhei em
Querer poder demitir a inspiração

Em prol da sanidade
Agora põe-se tudo a perder
Em nome do que já foi

3 comentários:

Katrina disse...

Esqueça a sanidade, o mundo é dos loucos

* L. disse...

Houve ambiguidade intencional nos versos "Jaz subliminar uma memória / Que não evoco porque quero"?

Hugo Crema disse...

Não sei onde responder a comentários, ao seu, Luísa, respondo aqui. Há ambiguidade deliberada sim