Brasília é o céu de pernas abertas
Esperando concreto que a penetre
Virgem insólita largada no meio do deserto
Pedindo carona às tábuas de argamassa que a
defloram
Geme e rodopia sozinha, acompanhada e satisfeita
Ao som de Tom Jobim em versão maracatu
Música daquela primeira vez
Não houve dor, não houve gozo
Houve o sim da descoberta
Dos muitos que a tentaram, mas não conseguiram
Dar ainda um filho
Será que é infértil?
Não, é só uma fase e passa
Um artigo – Rachel Aviv sobre Oliver Sacks (aqui). Um disco – Michelangelo
Dying, Cate Le Bon. Um filme ok – Smashing Machine, Bennie Safdie. Uma
exposição...

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