domingo, 27 de setembro de 2009

Trova para aquela de quem dissinto

A cabeça treme
E oscila em
Dúvida - um zunido
Zurra em meu crânio
E não é
A poesia pedindo
De joelhos para
Ser escrita

Tenho pensado muito
Nela, mas o
Zumbido me atrapalha
A visualizo minha
Na ponta dos
Dedos e da
Língua

Tateio e não
Alcanço, ela tateia?
Não, sequer rastreio
Esta possibilidade
Mas anseio por
Um avanço iníquo
Que traga à tona
A verdade

4 comentários:

Plas disse...

Oi, Hugo, sei que não tem nada haver com o poema, mas consegui colocar aquelas fotos que tirei de você no meu computador, quer que eu te passe?
Lhe garanto que ficou tudo muito sensual com poses cheias de ginga e molejo.
yay or nay?

Katrina disse...

É meio frustrante quando você a tem em mãos, e num exato momento, ela escorre delas.

Luci disse...

o q vem a ser exactly "dissintir"?

Hugo Crema disse...

Dissentir é o antônimo de consentir.Leminski tem um poema lindo sobre isso.