segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Elegia Pré-Adamista

A enxergo como quero.
Por leitura labial
a reflito/refuto/repito/
conflito/contemplo/contra
exemplo/comparo/
preparo/prenuncio/reparo

'Tis not about setting traditions
up for the smiles are unpredictable
unsteady; they don't assure my life
They mock me instead

A primeira vez que, sozinho,
Cheguei ao Rio de Janeiro
Me assalta quando os leio
Contraídos, descontraidamente
Genéricos, enigmaticamente
Exortando a trabalhos

São sinceros e claros
Boca-do-inferno revisited
Não se compara à
Torrente, a plaquinha é
desnecessária. Tudo tem
um significado.
Resta decifrar.

2 comentários:

* L. disse...

Eu acho peculiar o fato de que as estrofes desse poema parecem, talvez sejam mesmo tão independentes entre si, umas das outras, mas é necessária a referência ao sorriso na segunda estrofe para entender as posteriores. Digo, nesse poema, isso me chama a atenção por ser muito marcante a independência das estrofes, apesar de não ser uma real independência (não seria possível entendê-las em plenitude lendo-as separadamente).

Hugo Crema disse...

Analisou o poema melhor que eu mesmo. Não tinha pensado nisso, mas tens razão ficou bem fragmentário mesmo. Eu gosto desse poema, agora gosto mais porque a razão que você apontou mostra algum rebuscamento (ou não) na execução dele