uma voz transparente
golpe volumoso desferido no escuro
em que só ouço máquinas de escrever
já estava lá
ontem entre folhagens e o céu
vertical:a linha dos olhos à altura do horizonte
cigarra à espera
pássaros nos ombros
quando começa uma palavra
pneus no asfalto murmuram
portas duplas a guardam da chuva
a porta de si para outros
e a jaqueta meio velha
de observadora de pássaros
lágrima e insetos rolam por seu rosto impassível
não é estátua gárgula carranca
de noiva abandonada no altar
uma voz que é um teto de estrelas na multidão
Era uma vez uma promessa, promessa de riquezas, de paz, de poder de consumo.
Maria finalmente ia ter o que merecia, *tudo do bom e do melhor*.
Ela e os 4...

Nenhum comentário:
Postar um comentário