flutua insondável pelo céu que pergunta
e oprime esmagando com nuvens
flutua dentro da bolha por cima das cabeças
não encosta nem em si mesmo
esmaga o ar em torno
amortece tudo que atinja
querendo evitar contato
flutua a favor do vento
afastando as presenças da sua
vai desviando
vai ziguezagueando
para seguir incólume intacto insosso
inerte no fundo do céu que é um rio
que é uma banheira
que encheu para si mesmo
e em que entra sozinho
à deriva como este verso no poema
não olha nos olhos
de outras bolhas
Era uma vez uma promessa, promessa de riquezas, de paz, de poder de consumo.
Maria finalmente ia ter o que merecia, *tudo do bom e do melhor*.
Ela e os 4...

6 comentários:
aah, eu sei como é essa vida de bolha, você ainda parece tentar deixa-la. não recomendo.
sabe as bolhas que se acoplam, umas nas outras, sendo divididas apenas por uma fina camada perfeitamente lisa?
então, essas são as mais fáceis de estourar, tornam-se suicídas pela solidão.
eu adoro essas duas músicas dos beatles, minha relação com eles é algo meio de fases, ultimamente tenho estado numa fase Revolver haha.
ah, e nothing as it seems, do pearl, é excelente também :)
quanto ao sonho, foi inventado pelo sono, um raro privilégio lembrar dos meus, ainda mais com clareza...
talvez seja porque o habitante quer suicídio depois do contato com outras bolhas...
talvez não hê
o nome do meu violão é john, mas quase não pego nele, a coisa piorou consideravelmente depois que eu fiquei viciada em violino, instrumentos são drogas altamente alucinógenas...
o seu tem nome?
hahaha muitas perguntas...
acho que se vc lesse o outro blog ficaria com medo e não responderia (é sério)
eu estou aprendendo violino, e sou apaixonada, mas vc toca baixo elétrico ou contrabaixo mesmo? :O
o nome do seu violão é muito bom hahaha amei
penso que o habitante da bolha se torna demasiadamente sensível ao mundo exterior uma vez que faz uma abertura em sua bolha para que ela possa se acoplar a outra, ele estava bem sozinho até o momento (ou quase bem), quando de repente de enche de esperanças acerca do mundo compartilhado e da pessoa com a qual ele compartilha o seu, mas depois de um tempo se depara com a inevitável frustração de lá no fundo ser sozinho de fato e jamais poder viver a dois por inteiro.
mas talvez eu só esteja sendo pessimista, hê
Sempre ligo pra Godard perguntando qual é esse livro e ele acaba mudando de assunto sem me responder, fala do tempo, do jazz, das palavras estranhas do dicionário, mas nunca responde o tal nome do livro... <-(alucinações provenientes do sono, melhor eu ir dormir...)
eu curto essa vida isolacionista, ou não, na verdade nunca me interessei por outra, humanos me assustam.
escrever é isolacionismo sim, com certeza
qualquer dia desses eu coloco o filme de novo e tento descobrir qual é o livro, espero que dê pra ver no zoom...
ah, ele caiu do meu bolso e eu fiquei com preguiça de pegar de volta, então pode adicionar sim. haha.
que ingenuidade a minha, achei que fosse invisível só para mim mesma.
mas também não te encontro, ¿qué se passa?
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