porque a noite
porque a silhueta na calçada oposta
porque vejo por entre os carros
a sombra se afastando não me pertence
a seus pés tudo que impedi a língua que criamos de dizer
quem matou eliseu
sons abafados no labirinto atroz
as ruas estreitas se contraem em mim
palpitam
tremulam a cada caminhão de lixo
cada voz que é presença
na praça deserta casas insones
nos bancos recostados quem como eu
nem com cigarros consegue passar
por tudo isso
de novo.
Era uma vez uma promessa, promessa de riquezas, de paz, de poder de consumo.
Maria finalmente ia ter o que merecia, *tudo do bom e do melhor*.
Ela e os 4...

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