Mosquitos me devoram enquanto espero
Parado encostado na parede
Cigarro fumegante entre dedos
Ônibus fático e moto fálica mudos
Falante só o vendedor que me aborda
Quase sempre de olhos baixos
embora grite yakisoba relógio flor
O poste já apagou
As nuvens me descobrem sob a marquise
Cobrindo a lua estofando o ar
Com espumas incandescentes
Carregando pilhas de papelão
Na carroça passam sem dizer nada
E vão
Enquanto esperam por mim (será?)
devoro mosquitos sob minha pele
Era uma vez uma promessa, promessa de riquezas, de paz, de poder de consumo.
Maria finalmente ia ter o que merecia, *tudo do bom e do melhor*.
Ela e os 4...

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