terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Don't you do it to

A lira desafinou
o compasso desandou e não sou senão poeta

prédios tão altos
e noites tão escuras
firo tatuo o papel com o que não importa

jogo a bituca em qualquer lugar
minha respiração se deixa entrecortar
por ruídos de pneus
e sinais de fumaça

jogo a garrafa em qualquer lugar
perdi o último ônibus

se há uma orquestra destartalada por tŕas
e um infinito abusado pela frente
por que escrever?

Um comentário:

* L. disse...

"jogo a bituca em qualquer lugar". Fumante é tudo folgado.